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A aprendizagem humana é muito extensa e complexa para ser resumida em uma mera ilustração. É claro que não conseguiremos apresentar para você todos os motivos pelos quais você aprende, e este também não é o seu foco certo?
Portanto, buscamos demonstrar um pouco do que é a aprendizagem humana e como você pode colocar conhecimentos simples em prática, para que seus estudos sejam mais qualitativos e eficazes.
Vamos Lá!
Dentre as várias divisões neurológicas, a mais básica é a divisão de hemisférios. Nosso cérebro é dividido em dois hemisférios, o esquerdo e o direito. Ao esquerdo está destinado as responsabilidades de raciocínio lógico, fala, matemática, linhas, conhecimentos técnicos e teóricos. Em contrapartida, ao hemisfério direito está designado as áreas responsáveis por emoções, pelo gosto à música, arte, dança, criatividade e etc.
Unindo os dois hemisférios está o corpo caloso, quanto mais forte for a conexão entre estes hemisférios, maior será o raciocínio, rapidez e, consequentemente, memorização do indivíduo. As informações geradas por cada um dos hemisférios não estão distintas umas das outras e não podemos entender como independentes entre si. Todo o sistema nervoso está conectado por redes neurais e, com isso, informações passam por todas as áreas em frações de segundos.
Para facilitar, podemos entender nosso cérebro como uma máquina. Ele possui funções como recepção de informações, armazenamento dos dados, análise, reconhecimento e organização de padrões e por fim, a função de saída, na qual as informações são liberadas de diferentes maneiras/ ações, sendo elas fala, pensamento, movimento, entre tantas outras.
Ou seja, assim como um programador precisa dar as informações exatas para que um programa funcione, nós precisamos gerar ambientes e meios favoráveis ao nosso aprendizado. Para isto, é necessário conhecer um pouco de como nosso sistema funciona.
Se imagine estudando uma matéria que você acredita ser muito difícil. Quando você se depara com este momento, está recebendo várias informações ao mesmo tempo. Essas informações geram uma série de reações químicas que podem evocar determinados tipos de emoções em relação ao que se está recebendo.
A primeira vez que você recebe as informações da matéria difícil, elas são armazenadas no hipocampo, como uma memória de curto prazo. Memórias de curto prazo, como o próprio nome já diz, tendem a sumir muito rápido, pois seu cérebro entende que aquilo não é uma informação importante. Assim, sempre quando você só lê um tema difícil por obrigação, essa informação logo será eliminada do seu cérebro.
Porém, caso a memória venha acompanhada de relações emocionais positivas, o cérebro entende como mais conexões e caracteriza isto como importante. Você pode sim se lembrar de coisas que não estão atreladas a emoções por diversos outros fatores, mas elas não geram conexões fortes o suficiente e provavelmente não sairão da zona de memória de curto prazo e o evento será esquecido com maior facilidade.
Considerando desta forma, a emoção interfere em como você irá reter informações. Daí vieram as teorias modernas que reforçam a importância de querer aprender. Surge então nossa primeira dica: Encontre a sua motivação!
Lembrando que as emoções negativas também geram resultados negativos. Ou seja, se você estudar na base do ódio, você nunca aprenderá de fato o que está se propondo a aprender.
Além da emoção, existem outras formas de criar uma memória de longo prazo, que são as conexões com outras informações anteriores. Quanto maior o número de relações e correlações que você fizer, mais sinapses ocorrerão e maior será a sua recordação de algo. Surgindo então a nossa segunda dica: tente sempre correlacionar a matéria com outros tópicos e até mesmo com períodos que te geraram emoções positivas.
Lembra da definição de corpo caloso? Pois bem, se você trabalhar para que haja conexões entre raciocínio e criatividade, pensamento lógico e emoção, acadêmico e divertido, com certeza colaborará para um fluxo de conexões maiores entre esse corpo caloso e, consequentemente, aprenderá mais.
Mas isso significa que todos aprendem da mesma forma? É só conectar tudo com qualquer coisa que vou aprender? Não!
Como aprendo melhor?
Em seu livro Estruturas da Mente, o psicólogo cognitivista Gardner descreve a teoria de sete dimensões de aprendizagem, na qual descreve que a inteligência não é apenas aquela lógica avaliada por testes de QI. Isso revolucionou o modo como educadores modernos entendem a educação. Confira as dimensões de aprendizagens apresentadas por ele:
1. Linguística
2. Musical
3. Lógica/Matemática
4. Visual/Espacial
5.Corporal/Cinestésica
6. Interpessoal
7. Intrapessoal
Para cada tipo de inteligência, existem formas e lógicas de raciocínio diferentes. Supondo que você possui uma inteligência linguística, isto significa que você é alguém que tem domínio das palavras, consegue se articular bem oralmente, aprender idiomas com facilidade e possui boa retórica.
Para você, métodos que utilizem palavras sempre serão úteis, tais como leitura, técnica mnemônica, discussões em grupo, entre outras. Mas caso sua inteligência seja lógica, você precisa de técnicas de estudo que encontrem lógica em tudo, até mesmo em normas gramaticais.
Quando você compreende a sua facilidade, consegue também aprender como estudar aquilo que lhe é difícil.

Em resumo, sempre que se aprende algo novo, este primeiro contato é superficial e precisa ser reforçado diversas vezes. Para que essa informação não seja jogada fora, é preciso combinar diferentes estímulos que fortaleçam as sinapses cerebrais e levem as informações para um nível maior e aprofundado do aprendizado.
Assim, mais do que ler uma matéria, você precisa, de acordo com seu tipo de inteligência, encontrar formas de relembrar todo o conteúdo. Para isso, separamos uma lista com algumas sugestões de técnicas que podem ser úteis na hora de relembrar os conteúdos já lidos anteriormente:
1. Mapas Mentais
Principalmente se você possui a inteligência Visual/Espacial, Mapas mentais resumem informações de maneira clara e visual, estimulando correlações com cores, imagens, elementos gráficos. Além disso, os mapas mentais são capazes de condensar conteúdos em pequenos blocos.
2. Ensinando
Ensinando o que se aprendeu faz com que seu cérebro relembre todas as informações e crie memórias emocionais. Ao forçar sua mente a formular o conhecimento em suas próprias palavras, você está reforçando o aprendizado e inserindo novos níveis de raciocínio para aquele tema.
3. Resolvendo questões
Ao resolver questões, você consegue analisar tecnicamente o que realmente aprendeu, percebe como a matéria irá cair na prova e entende onde está sua maior dificuldade. Tendo a possibilidade de reforçar seus estudos onde realmente é necessário.
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Ana Raíssa da Luz
Imagens: banco de imagens
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